Saúde mental entra na gestão de risco e passa a integrar métricas corporativas
A preocupação com o bem-estar psíquico dos colaboradores deixou de ser um mero item de responsabilidade social para se consolidar como um pilar estratégico na gestão de riscos das empresas. Em 2026, a saúde mental entra na gestão de risco e passa a integrar métricas corporativas, refletindo uma mudança de paradigma impulsionada tanto pela legislação quanto pela crescente conscientização sobre o impacto direto no desempenho e na sustentabilidade dos negócios. O aumento expressivo de afastamentos por transtornos de ansiedade e depressão, somado à atualização da Norma Regulamentadora número 1 (NR-1), que agora exige a identificação e o gerenciamento de riscos psicossociais, posicionou a saúde mental no centro das agendas corporativas.
Dados globais da Organização Mundial da Saúde (OMS) já apontavam em 2026 o prejuízo anual de aproximadamente US$ 1 trilhão em produtividade devido a quadros de depressão e ansiedade. No Brasil, as estatísticas da Previdência Social confirmam essa tendência, com um aumento constante nos afastamentos relacionados a essas questões na última década, evidenciando uma aceleração preocupante nos últimos anos.
O Marco Regulatório e a Responsabilidade Corporativa
A inclusão explícita dos riscos psicossociais nos programas de saúde e segurança ocupacional, conforme estabelecido pela atualização da NR-1, representa um marco regulatório importante. Essa diretriz legal confere um peso adicional ao tratamento do tema no ambiente corporativo, obrigando as organizações a formalizar suas abordagens.
Contudo, a transição para uma gestão mais robusta da saúde mental não se limita à conformidade legal. Muitas empresas, antecipando-se ou respondendo a essa nova realidade, têm investido na criação de mecanismos internos para monitorar e apoiar a saúde psíquica de seus colaboradores. O que antes era visto apenas como uma iniciativa de bem-estar pontual, agora se materializa em instrumentos formais de gestão, com indicadores claros e responsabilidades bem definidas, inclusive no que tange à liderança.
Inovação e Dados na Gestão da Saúde Mental
Na Totvs, por exemplo, a saúde mental é monitorada de perto por meio de pesquisas periódicas de clima organizacional e engajamento. Os resultados dessas investigações são consolidados em sistemas de gestão de pessoas, permitindo o acompanhamento de indicadores cruciais como o eNPS (Employee Net Promoter Score) e a taxa de rotatividade (attrition). Esses dados auxiliam na identificação de potenciais riscos de turnover e na detecção de áreas dentro da organização que podem apresentar maior vulnerabilidade psicológica.
A empresa também tem se beneficiado do uso de tecnologia avançada e análise de dados para desenvolver e implementar planos de ação específicos. Vivian Broge, vice-presidente de Relações Humanas e Marketing da Totvs, destaca o papel da inteligência de dados e da inteligência artificial (IA) nesse processo. “Com o apoio de inteligência de dados e, em alguns casos, IA, podemos acompanhar tendências, avaliar a eficácia das ações implementadas e até prever riscos de turnover”, explica. “Essa análise nos permite reavaliar políticas internas, estabelecer novas estratégias e, principalmente, transformar os insights em planos de ação concretos.” Essa abordagem data-driven é fundamental para otimizar as estratégias de RH e garantir um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.
Segurança Psicológica como Pilar Estratégico ESG
A Sodexo Brasil integra a segurança psicológica à sua estratégia ESG (Ambiental, Social e Governança), vinculando-a diretamente à responsabilidade da liderança. Ana Menegotto, VP de Pessoas, Comunicação e ESG da Sodexo Brasil, enfatiza que “ambiente psicologicamente seguro não é benefício, é condição para desempenho sustentável”. Essa visão posiciona o bem-estar mental como um componente essencial para a longevidade e o sucesso da organização.
A companhia acompanha metas e indicadores relacionados à experiência do colaborador, com monitoramento estruturado através de pesquisas de engajamento. Em 2026, uma pesquisa abrangente com mais de 31 mil participantes registrou 88% de favorabilidade no tópico diversidade, equidade e inclusão. Essa dimensão, segundo a Sodexo, engloba a percepção de um ambiente seguro e inclusivo, onde a saúde mental floresce.
A Liderança e o Impacto na Saúde Mental Corporativa
A responsabilidade da liderança na promoção de um ambiente de trabalho psicologicamente seguro é um ponto recorrente. Líderes bem treinados e conscientes do impacto de suas atitudes e da cultura organizacional no bem-estar de suas equipes são cruciais. A capacidade de oferecer suporte, reconhecer sinais de alerta e encaminhar colaboradores para os recursos adequados faz toda a diferença.
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O Futuro da Gestão de Saúde Mental nas Empresas
A tendência é que a saúde mental continue a ganhar relevância nas estratégias corporativas. A integração com a gestão de riscos, o uso de métricas de desempenho e a atribuição de responsabilidades claras para gestores e líderes são passos firmes nessa direção. As empresas que investirem proativamente no bem-estar psíquico de seus colaboradores não apenas cumprirão com suas obrigações legais e éticas, mas também colherão os frutos de equipes mais engajadas, produtivas e resilientes.
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