Jovens Lideram a Busca por Estabilidade no Emprego Formal Sob o Regime CLT
No cenário profissional de 2026, onde os indicadores de emprego formal no Brasil demonstram robustez, um movimento claro de preferência pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) tem sido observado. A pesquisa recente da Serasa Experian revela que os trabalhadores mais jovens são os principais impulsionadores dessa tendência, evidenciando um forte desejo por segurança e previsibilidade ao ingressarem ou se recolocarem no mercado de trabalho.
A Preferência Clara pela Estabilidade do Regime CLT
Os dados coletados pela datatech indicam que uma expressiva maioria de 78,7% dos brasileiros em busca de oportunidades profissionais manifesta preferência por vagas regidas pela CLT. Essa inclinação se acentua significativamente entre as gerações mais novas. A Geração Z, por exemplo, demonstra uma quase unanimidade em sua busca por emprego formal, com 92,6% expressando essa preferência. Logo em seguida, os Millennials seguem esse rastro, com 86,8% optando pelo vínculo CLT.
À medida que a carreira avança, essa preferência tende a diminuir. A Geração X apresenta um percentual de 82,9% de adesão ao regime formal. No entanto, o grupo dos Baby Boomers revela uma dinâmica distinta, com apenas 50% preferindo a CLT. Para essa parcela da força de trabalho, formatos de trabalho alternativos ganham mais tração, como o trabalho liberal (23,3%), terceirizado (16,7%) e a modalidade de Pessoa Jurídica (PJ) (10%).
Fernanda Guglielmi, gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, explica que esse comportamento está intrinsecamente ligado ao contexto em que as decisões de carreira são tomadas. “Quando as pessoas estão efetivamente procurando trabalho, o vínculo formal ainda aparece como principal referência. A previsibilidade do contrato segue sendo determinante nesse momento, especialmente no início da carreira, mas convive com uma abertura crescente à reinvenção profissional ao longo do tempo”, comenta.
Reinvenção Profissional: Um Movimento Crescente entre Gerações
A disposição para mudar de carreira acompanha essa tendência de busca por estabilidade inicial. No total, 69,1% dos brasileiros afirmam estar abertos a transições de carreira nos próximos anos. Curiosamente, esse movimento de reinvenção é mais acentuado entre os profissionais mais experientes. Os Baby Boomers lideram essa estatística, com 82,3% declarando abertura para se reinventar, superando a Geração X (70,9%), os Millennials (69,4%) e a Geração Z (56,1%).
Fernanda Guglielmi ressalta que a reinvenção profissional não se limita ao início da trajetória. Ela ganha força entre os profissionais mais maduros, refletindo mudanças em suas prioridades e na forma como percebem e se relacionam com o trabalho ao longo do tempo. Para aprofundar sobre como se preparar para entrevistas de emprego, confira O Guia Anti-Vacilo na Entrevista de Emprego.
Essa maior abertura para a mudança também se reflete nas projeções de permanência no mercado de trabalho. Entre os Baby Boomers, 36,8% indicam a intenção de trabalhar enquanto tiverem saúde e disposição. Nas outras gerações, embora a permanência ainda esteja associada a marcos etários, as projeções apontam para carreiras cada vez mais longas. A Geração Z, por exemplo, vê-se ativa até os 50 anos (24,6%) e até os 60 anos (29,7%). Os Millennials projetam atuação profissional até os 60 anos (34,8%), enquanto a Geração X visualiza sua trajetória entre os 60 e 70 anos (42,3%).
Fatores Determinantes para a Permanência e Atratividade no Mercado
Para se manter ativo no mercado de trabalho ao longo dos anos, os profissionais apontam diversos fatores. A valorização da experiência e do conhecimento acumulado é citada por 39,7% como o principal elemento. Em seguida, aparecem o investimento em saúde e bem-estar (38,5%) e as oportunidades de requalificação e aprendizado contínuo (29,5%).
Aspectos pessoais são cruciais para 53,1% dos entrevistados que desejam continuar trabalhando. Fatores empresariais (25%) e o contexto social (19,5%) também exercem influência nessa decisão. Para entender melhor as tendências tecnológicas que moldam o mercado, veja o que é o Cache bLLC.
A atratividade das empresas, na percepção dos profissionais, está diretamente ligada às condições oferecidas no dia a dia. Salários e benefícios competitivos são mencionados por 28,3% dos entrevistados. Um ambiente de trabalho saudável e colaborativo (22,3%) e oportunidades reais de crescimento (13,7%) também são fatores importantes.
“Na prática, vemos que a relação com o trabalho combina a busca por estabilidade no início com trajetórias mais flexíveis e duradouras ao longo da vida profissional”, conclui Fernanda Guglielmi. Para quem busca entender o valor de bens no mercado, confira qual celular preserva mais valor no Brasil.
Metodologia da Pesquisa
Os dados apresentados fazem parte da série Panorama do Trabalho, um mapeamento realizado pela Serasa Experian que investiga os diversos aspectos da relação entre profissionais e empresas no Brasil. A pesquisa foi conduzida entre novembro e dezembro de 2026, com a participação de 1.521 profissionais economicamente ativos ou em busca de emprego, representando diferentes gerações e regiões do país. A amostra é considerada representativa da população pesquisada, com uma margem de erro de 3%.
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Trabalhadores mais jovens lideram preferência pela estabilidade do regime CLT
Trabalhadores mais jovens lideram preferência pela estabilidade do regime CLT em 2026
O Cenário Atual do Emprego Formal no Brasil
A pesquisa aponta para uma tendência clara: a busca por segurança e previsibilidade é um fator determinante para os profissionais, especialmente os mais jovens, ao ingressarem no mercado de trabalho. A CLT, com seus direitos e garantias, continua sendo o porto seguro preferencial para a maioria, contrastando com formatos mais flexíveis que ganham espaço com o avanço da carreira e a busca por autonomia.


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